O que dá para automatizar no departamento fiscal do Simples Nacional
No departamento fiscal de um escritório que atende empresas do Simples, a maior parte das horas vai para juntar documento, classificar nota e redigitar número. É exatamente essa parte que um sistema fiscal deve fazer sozinho, com o certificado A1 de cada empresa e as integrações oficiais.
Captura de XML: NF-e da SEFAZ, NFS-e do Ambiente Nacional, CT-e e NFC-e
O sistema baixa NF-e e eventos na SEFAZ e NFS-e emitidas, tomadas e intermediadas no Ambiente de Dados Nacional. As rotinas rodam todos os dias em todas as empresas ativas com certificado: NF-e às 06:00 e 14:00, NFS-e às 06:30 e 14:30. CT-e, NFC-e e qualquer outro XML recebido entram por upload de arquivos ou de uma pasta inteira, com detecção de duplicados. Veja a importação de XML.
Manifestação do destinatário
Quando o fornecedor emite NF-e contra a empresa, a SEFAZ entrega primeiro só o resumo. O sistema lista essas notas e permite dar ciência em lote, o que libera o XML completo na busca seguinte. Os quatro tipos de manifestação ficam disponíveis nota a nota.
Classificação de entradas por fornecedor
Você classifica a nota de um fornecedor uma vez (revenda, uso e consumo, imobilizado ou industrialização) e o CNPJ dele vira regra. As próximas notas daquele fornecedor já chegam classificadas, com escopo global ou por empresa. Detalhes em classificação de fornecedores.
Nota emitida que entra na apuração sem redigitar
Para quem emite NFS-e pelo emissor de nota do ID Tributos, a nota entra sozinha na apuração do mês. Não há segunda digitação do faturamento nem lançamento em duplicidade.
Auditoria automática: dezenas de checagens antes de transmitir
Automação fiscal sem conferência só acelera o erro. Por isso a auditoria fiscal roda dezenas de checagens em cada empresa da competência e separa o que é alerta (pede conferência) do que é erro (impede o fechamento correto).
Cadastro, limites e enquadramento
Situação cadastral e opção pelo Simples na Receita, RBT12 contra o teto de R$ 4,8 milhões e o sublimite de R$ 3,6 milhões, anexo cadastrado e empresas do Fator R sem folha ou perto dos 28%.
Documentos e receita do mês
Mês sem receita, buracos na numeração das notas de saída, volume alto de cancelamentos, notas de entrada aguardando XML completo e confronto entre notas, faturamento manual e o declarado na Receita.
Sinais de risco no cálculo
Alíquota efetiva fora da média das apurações anteriores, certificado A1 vencido ou perto de vencer e DIFAL estimado sobre compras interestaduais de uso e consumo e imobilizado.
Apuração de impostos do Simples: RBT12, anexos, Fator R, atividade mista e segregação
A apuração do Simples Nacional usa as notas importadas, o faturamento e as receitas manuais da competência. O botão Apurar Todas gera o cálculo de todas as empresas ativas de uma vez.
RBT12, anexo, faixa e alíquota efetiva
Cada apuração mostra RBT12, receita bruta acumulada, anexo, faixa, alíquota nominal, alíquota efetiva, valor do DAS e a repartição entre IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, CPP, IPI, ICMS e ISS.
Fator R com a folha dos últimos 12 meses
Com a folha cadastrada, o sistema calcula folha ÷ RBT12 e aplica o Anexo III quando o resultado é igual ou maior que 28%, ou o Anexo V quando fica abaixo. Para simular antes, use a calculadora de Fator R.
Atividade mista e segregação de monofásico e ICMS-ST
Empresa com receita em mais de um anexo tem cada parcela calculada na tabela dela. Produtos com PIS/COFINS monofásico ou ICMS-ST, identificados pelo NCM, têm os tributos correspondentes zerados na repartição, e a economia aparece na tela. Veja NCM e exceções.
PGDAS-D pelo Serpro Integra Contador e DAS em lote
A transmissão do PGDAS-D e a emissão do DAS acontecem dentro do sistema, pela integração oficial Serpro Integra Contador. A integração já vem configurada: por empresa, você só escolhe se a autorização é pelo certificado A1 dela ou por procuração eletrônica no e-CAC.
DAS em lote e um zip com todos os boletos
Gerar DAS em lote emite as guias de várias empresas de uma vez e informa quais falharam. Depois, um único arquivo das_AAAA-MM.zip reúne um PDF por empresa.
Competência inicial que evita retificadora acidental
Quando o escritório assume uma empresa no meio do ano, a ficha registra o mês a partir do qual o sistema é responsável. Competências anteriores ficam bloqueadas para transmissão.
Entrega ao cliente por e-mail ou WhatsApp
A apuração fechada segue para o cliente pelo canal padrão do escritório, com exceção por empresa e histórico de envios. Veja o envio ao cliente.
O que continua com o contador (e deve continuar)
Um software fiscal bom não promete que o escritório vai “fechar sozinho”. Ele automatiza a repetição e deixa o julgamento com quem assina o trabalho. No ID Tributos, três pontos ficam de propósito na mão do contador.
Conferência na Receita antes de transmitir
Antes do envio, o sistema pede à Receita que calcule a declaração sem registrar nada e compara com o próprio cálculo, tributo a tributo. A transmissão fica bloqueada até essa conferência. Ela nasceu de um caso real: em 05/08/2026, três defeitos fizeram um DAS sair R$ 896,38 errado. As checagens internas pegaram dois; o terceiro só apareceu na comparação com o cálculo oficial.
Decisões fiscais registradas na trilha
Quando alguém da equipe decide contra a sugestão do sistema, como recusar uma segregação sugerida, a decisão fica na trilha de decisões. Meses depois, dá para responder por que aquela competência foi apurada daquele jeito. Veja trilhas e LGPD.
Orientação ao cliente
Escolher regime, revisar enquadramento, tratar exceção de ICMS do estado e explicar o DAS ao cliente continuam sendo trabalho do contador. O sistema entrega os números, os relatórios e o histórico para essa conversa.
Automação fiscal e Reforma Tributária: IBS e CBS nas notas
A Emenda Constitucional 132/2023 e a Lei Complementar 214/2025 criaram o IBS e a CBS. Pela Resolução CGSN 190/2026, com efeitos em regra a partir de 01/01/2027, os dois passam a integrar os tributos do Simples, e o optante pode escolher recolhê-los pelo regime regular, fora do DAS.
IBS, CBS e IS das notas de saída por empresa
O módulo de Reforma Tributária consolida os valores destacados nas notas de saída e mede quantos XML já trazem os novos campos, para você saber quais clientes precisam ajustar o emissor.
Simulador e registro da opção de regime
Com uma empresa selecionada, o simulador compara os cenários do ano. A decisão entre DAS e regime regular é registrada na ficha, e a auditoria avisa quando a janela de opção está aberta.
Foco no Simples Nacional. O ID Tributos automatiza o fechamento fiscal do Simples Nacional. Não é sistema de folha de pagamento nem de contabilidade completa. Para a visão geral do produto, veja o sistema para Simples Nacional.
Automação fiscal na prática: o que o sistema faz e o que o contador decide
Um jeito simples de avaliar qualquer software tributário é perguntar, etapa por etapa, quem faz o quê. No ID Tributos, a divisão é esta.
| Etapa do fechamento | O sistema faz sozinho | O contador decide |
|---|---|---|
| Documentos | Busca NF-e na SEFAZ e NFS-e no Ambiente Nacional duas vezes por dia | Envia os XML que chegaram por outros meios |
| Entradas | Aplica a classificação memorizada por fornecedor | Classifica o fornecedor novo e revisa exceções |
| Auditoria | Roda dezenas de checagens por empresa | Resolve os erros e avalia os alertas |
| Apuração | Calcula RBT12, anexo, Fator R, atividade mista e segregações | Confere e fecha a competência |
| Transmissão | Compara o cálculo com o da Receita e transmite via Serpro | Analisa divergências antes de enviar |
| Entrega | Envia a apuração e o DAS por e-mail ou WhatsApp | Explica o resultado ao cliente |
Como começar a automação fiscal no escritório
- Cadastre as empresas do Simples e envie o certificado A1 de cada uma na ficha.
- Defina, por empresa, a autorização para o Serpro: certificado próprio ou procuração no e-CAC.
- Preencha a competência inicial de responsabilidade das empresas que vieram de outro escritório.
- Deixe as buscas automáticas trazerem as notas e classifique os fornecedores novos.
- No fim do mês, siga o Painel: auditoria limpa, apuração fechada, conferência na Receita, transmissão e envio ao cliente.